sexta-feira, junho 27, 2008

(...) Você me faz querer viver,
E o que é nosso,
Está guardado em mim e em você
E apenas isso basta (...)

quarta-feira, junho 25, 2008

Brasília - jun/08

Futuros Advogados


Ponte JK


Catedral Metropolitana



Memorial JK


Torre de TV


No STJ

Candangos

Planalto Central


Congresso Nacional



domingo, junho 22, 2008

020. Comer Burguer King, Pizza Hut e Outback

Cumprida em parte, porque só consegui o BK. Foi em Brasília, essa foto é do shopping PátioBrasil ao lado do hotel que ficamos. O engraçado foi que cheguei na quinta-feira louca de vontade de comer BK, deixei as malas no hotel e fui lá almoçar, chegando no balcão pra fazer meu pedido a atendente diz que 'acabaram os hamburguers'! Como assim acabaram os hamburguers do Burguer King?????????
Eu falei: -Moça, eu viajei trocentos mil quilometros, num ônibus maldito dos infernos, durante 12 horas, pra vir até aqui comer BK e vc me diz que acabaram os hamburguers?????
Ela: - Mas ainda têm os de frango!
Eu: - Eu não como frango ¬¬
Ok, saí de lá extremamente revoltada e acabei comendo um strogonoff de camarão meia boca, mas que pelo menos matou a fome.
Depois de um dia de extremo cansaço, de andar feito um camelo com um scarpin salto 12 por toda a cidade de Brasília (quem conhece sabe como as coisas são 'perto') eu resolvi uma segunda tentativa ao BK, necessitava comer aquele hamburguer supremo! Aí então consegui meu super hiper ultra mega Whopper Duplo com Fanta laranja *.*!
E no sábado antes de voltar pra RP ainda fiz minha saidera lá também... e o lanche tava ainda melhor e foi acompanhado por 2 fantas laranjas médias!!!! Tudo bem que eu passei mal o resto do dia, mas valeu a pena! Agora é esperar abrir um filial por aqui né... mas já deu pra matar a vontade!
Só faltou a Pizza Hut e o Outback, até tinha em BSB, mas os shoppings eram bem longe e estava com o horário bem apertado. Sem problemas, quando for à SP eu termino de cumprir a meta ;)

domingo, junho 15, 2008

Il cuore batte una nuova volta



Quanto tempo....


In questa settimana viaggerò per Brasilia com l'università, molti aspettativa, tutti gli miei amici inoltre vanno, oltre il grande impararlo inoltre avrà molta diversione. Più successivamente dispongo alcune photo qui!!!


Tanta cosa che accade negli ultimi giorni, pricipalmente nella portata emozionale. I tempi arrivo per avere timore di tutto per dare così sicuro! I colloquies fino al pomeriggio, gli sguardi, il sincerità, la reciprocità, la volontà da essere i tutti il tempo insieme... e una sensibilità, nella verità arriva per essere più intensa, più grazioso. È il mio buon sogno, è il sorriso della mattina, il mio pensiero prima del sonno, è il mio cuore che si spegne a vederli. È voi e li ho trovati.


Un giorno senza te e le ore sembrano non passare. Sconosciuto che cosa accade fra noi. Solo so che è buono... e questo è la cosa che importa!


Ti prego aspetta me amore mio, che il tempo è responsabile del fare le cose per accadere.
Sei speciale! ♥

segunda-feira, junho 02, 2008

A correria do dia-a-dia

As vezes não nos damos conta do que acontece ao nosso redor porque a rotina nos leva a perder pequenos momentos importantes da vida. E não é difícil enxergar, aposto que com vocês também acontece isso...

As tardes de férias na casa da avó, bolos, sucos e guloseimas foram trocadas por visitas rápidas no meio da semana para resolver pequenos problemas, ou ainda um almoço de domingo em que todos estão tão cansados que depois de comer, deitam pelos cantos da casa e dormem. E os avós, com sua idade já avançada, sentem cada vez mais falta da família, sentem-se sozinhos... e por mais que a gente tente ir mais vezes lá, sempre tem algum compromisso marcado, alguma coisa inadiável.

Quando eu estava no 1° colegial, meus pais iam nos buscar na escola, e as vezes a agente ainda achava ruim porque era 'mico papai pegar na porta da escola', hoje eu vejo o quanto isso era bom, porque quando chegavamos em casa almoçavamos os 5 juntos! E mesmo ainda morando na mesma casa, nem me lembro a ultima vez que sentamos todos juntos à mesa pra uma refeição. Depois disso ainda ficavamos brincando de 'lutinha' na sala... a casa ficava inteira bagunçada.. sofás arrastados, tapetes dobrados... mas era tão bom. Hoje, é mais fácil falar com meus pais por Orkut e MSN do que pessoalmente...

Não tenho tempo pro passeio com os cachorros, pra rolar na grama com eles... aliás mal tenho tempo de dar banho e comida.
Não tenho tempo de ver aquele filme que já saiu do cinema a meses, e que não fui pelo mesmo motivo.
Não tenho tempo de ler os livros que fazem parte da minha - cada vez maior - lista de espera.
Não tenho tempo de ir ao banco resolver os problemas de contas encerradas.

As amigas reclamam da falta tempo pra pegar aquela balada que tanto combinamos, de tomar o açaí na tigela de domingo à tarde, de passar a tarde no shopping fazendo compras, de colocar as fofocas em dia.... mas o único tempo que eu tenho livre, só consigo pensar em hibernar embaixo do meu edredon quentinho para aguentar a correria de mais uma semana.

Fazer as unhas e cuidar do cabelo então? É luxo! Só em feriado e ainda assim quando eu não estiver fazendo alguma das coisas citadas acima!

E tudo isso a troco de quê?
A gente trabalha, estuda, se esforça cada vez mais, chegando ao limite e as vezes fazendo coisas humanamente impossíveis para alcançar uma condição de vida melhor, um futuro mais estável para os filhos, e ainda para poder retribuir tudo o que os nossos pais fizeram por nós. Mas aí eu me pergunto.. será que vale a pena?
Será que perder os melhores anos da vida vai ter uma boa recompensa?
Sim, porque quando você conseguir alcançar seu objetivo, pode apostar que você já vai estar prestes a se aposentar! Pelo menos na realidade do nosso país. E aí, seus pais já vão estar velhos, seus amigos vão ter tomado outro rumo na vida e talvez, muitas daquelas pessoas que você não teve tempo para dar um beijo, um abraço ou rir de uma história engraçada, já não vão estar mais aqui para isso. E aí sim você vai se arrepender de ter deixado a correria do dia-a-dia tomar conta da sua vida!

Se alguém encontrar uma solução para isso, por favor, me avise!

Boa semana à todos ;)

quarta-feira, maio 21, 2008

*Nota mental: NUNCA mais cortar franja no meu cabelo ¬¬*

quarta-feira, maio 14, 2008

Escola... 3° colegial

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe...... nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens.... Aí os dias vão passar, meses...anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo....Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são a quelas pessoas? Diremos...Que eram nossos amigos. E...... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo : não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades não sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" Fernando Pessoa


E essa, infelizmente, é a mais pura verdade!

quarta-feira, maio 07, 2008

Frio, muito frio!

Faz tempo que não posto por aqui né... mas é culpa da correria que minha vida tá, e agora pra complicar meu computador aqui do escritório deu 'pau', não sei quando terei de volta...e tô quebrando o galho com o pc da chefe, mas tá complicado!
Essa foto é de minha autoria, tirada na viagem rápida a Franca que fiz no sábado, gente.. vocês não imaginam o frio que tava!! Coisa de louco, não dava pra enxergar 10 metros a frente na estrada de tanta neblina! Só vi isso em São Bernardo a teeeempos atrás... e pra piorar o carro quebrou no meio da rodovia, foi quando parei pra tirar a foto, não dá pra ver porque a imagem está pequena, mas as micro gotinhas de água cobriam todo o gramado com as flores e deixava tudo com um aspecto meio esbranquiçado... se a qualidade da camera fosse melhor daria pra ver, ainda vou ter uma super-ultra-mega-fodástica camera fotográfica! Me agurdem... rs
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Segunda foi meu niver, venti anni!! Era tão bom ter 17... acho que foi umas das melhores épocas da minha vida.. mas claro, tudo tem suas dores e delícias... hoje as responsabilidades aumentaram, e a liberdade também... fiquei feliz pelos tantos comprimentos que recebi, pessoas queridas demais, é muito bom sentir-se amada e lembrada, né?!
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Ontem a maldição da terça-feira me pegou de novo! Cheguei do trabalho em cacos, tinha seminário para preparar na faculdade, mas desde que entrei no meu quarto só lembro de jogar a bolsa em cima da mesa e cair na cama... hahaha
Fui acordar quase 9 horas da noite, e ainda tinha que tomar banho, buscar o carro pra depois ir pra aula, ou seja, desisti. Voltei pra minha cama e meu edredon quentinho... e hibernei até hoje cedo!!! hahaha
Pelo menos assim aguento até o final da semana!
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Novidadeeees!
Em junho vai ter viagem com a faculdade para Brasília visitar o STF, TJ, STJ e OAB. E eu como sou louca pra conhecer a capital, não perco por nada, né?! Ainda mais que, se tudo der certo, vai a galera toda da sala... hotel 5 estrelas, com piscina... já estamos até programando festa no ap!! hahaha, tomara que dê certo!!
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Nada diz mais por mim, no meu momento, do que essa música:
You are the only one I've ever known
that makes me feel this way, couldn't on my own
I wanna be with you until we're old
you've got the love you need right in front of you, please come home
as long as I'm livin'
I'll be waitin'
as long as I'm breathin'
I'll be there
whenever you call me
I'll be waitin'
whenever you need me
I'll be there
ઇઉ

quarta-feira, abril 30, 2008

Keep Bleeding

Closed off from love
I didn't need the pain
Once or twice was enough
And it was all in vain
Time starts to pass
Before you know it you're frozen
But something happened
For the very first time with you
My heart melts into the ground
Found something true
And everyone's looking round
Thinking I'm going crazy
But I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open
Trying hard not to hear
But they talk so loud
Their piercing sounds fill my ears
Try to fill me with doubt
Yet I know that the goal
Is to keep me from falling
But nothing's greater
Than the rush that comes with your embrace
And in this world of loneliness
I see your face
Yet everyone around me
Thinks that I'm going crazy, maybe, maybe
But I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open
And it's draining all of me
Oh they find it hard to believe
I'll be wearing these scars
For everyone to see
I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I
Keep bleeding

segunda-feira, abril 28, 2008

Eu, a piscina e a natação


Desde pequena sempre fui alucinada por piscina, sempre que alguém viajava a primeira coisa que eu perguntava era: -Tem piscina? Bate aonde em mim? E até hoje minha família brinca comigo por isso. Fiz mais de 10 anos de natação e confesso que muitas vezes eu ia obrigada para a aula, passei por 4 ou 5 academias, participei de competições, fui chamada para fazer parte do grupo de elite do SESI, mas era muito nova e, por medo, acabei desistindo. Como me arrependo. Aí foi passando o tempo, os compromissos aumentando, a vida ficando corrida e resolvi parar de vez. Mas hoje, uma das coisas da qual mais sinto falta é nadar, já nem tenho mais o mesmo folego, nem o mesmo preparo físico, mas a paixão continua a mesma. Minha vontade nesse extao momento é mergulhar numa piscina e nadar por pelo menos umas duas horas... é tão bom, tão relaxante e além do mais é um dos únicos esportes que eu realmente gosto, antes até mesmo do futebol. Infelizmente a falta de tempo, de dinheiro e de condução complicam bastante as coisas, se eu conseguisse uma brecha ao menos duas ou três vezes por semana pra nadar uma horinha, já estaria feliz, inclusive essa é uma das minhas 101 metas, mas agora com a faculdade está ficando cada vez mais difícil cumpri-la. Não vou perder as esperanças, assim que tiver uma oportunidade vou atrás.

Tem ainda os finais de semana, o clube é a menos de 5 minutos da minha casa, a piscina de lá tem um tamanho excelente para treinar, mas é a céu aberto e fica sujeito ao clima e a boa vontade de São Pedro, sem contar as crianças brincando de um lado para o outro, ou seja, inviável.

Mas essa minha ligação com a água chega, as vezes, a me intrigar. Várias e várias vezes sonhei que estava afogando, que uma cobertura se fechava sobre a piscina e eu não conseguia sair, era agoniante. Sem contar que em todos os lugares onde vou e tem piscina eu sinto uma atração muito estranha por ela, preciso ficar olhando, preciso chegar perto, mas na maioria das vezes tenho medo de colocar a mão, entranho, não é? Se alguém tiver alguma explicação científica ou mesmo paranormal para isso, por favor me diga.. rs

Enfim, post inútil numa segunda-feira, mas a semana é mais curta e tá cheia de coisas para fazer... fim de semana com certeza vai ser muito bom *.*

Boa semana pra todos ;)

sábado, abril 26, 2008

Amigos.

Se existisse uma unica palavra pra descrever essa galera acho que seria companherismo. Sabe aqueles amigos que você sabe que pode contar sempre? Tanto pra colar na prova, quanto pra enxugar suas lágrimas no dia em que você está mal? Então... eu tenho a sorte de ter não só um, mas vários! E o mais incrível é que a amizade surgiu em muito pouco tempo, logo no primeiro trabalho em grupo... e hoje a gente sabe que um não vive sem o outro.. hahaha

As vezes chego do trabalho cansada, implorando por 5 minutos na minha cama macia e quentinha, e vem a vontade de faltar da aula... mas eu penso duas vezes e não resisto... tomo um banho rápido e vou pra faculdade, sem caderno mesmo, só pra falar um oi e dar risada... eles conseguem me animar mesmo depois de um dia 'de cão'. Tá faltando gente na foto ainda, mas quero olhar pra ela daqui a 5 anos e rir das nossas caras de criança, de primeiro ano de faculdade.

E mesmo que nem todos consigam ir até o fim do curso, já conquistaram um lugar especial no meu coração... as brejas no gaúcho, as aulas encanadas para dar voltas pela cidade, as conversas de bêbados no fim da noite... tudo isso faz valer a pena qualquer sacrfício.

Obrigada, meu Deus, pelos meus amigos :)

quarta-feira, abril 16, 2008

Portachiave =/

Tá difícil acreditar que você se foi, meu amigo! Tantas risadas, tantos bons momentos... as aulas de italiano eram sempre divertídissimas... o macarrão com presunto parma que você tanto falava, os nossos churrascos, as nossas bebedeiras... o beijo que você me prometeu. Parece tudo uma grande brincadeira de mau gosto. Queria que fosse mentira...
As aulas não terão mais graça sem você, afinal, quem vai ensinar palavrão em italiano pra gente xingar? Quem vai me passar as respostas da prova pra eu tirar 10?

É... se eu soubesse que seria a última vez que te veria, teria te dado um abraço bem apertado no sábado, mas não.. te dei um ciao de longe, porque estava com pressa =(

Estarei indo pra São Carlos, mas não por um bom motivo... dói demais...
Saudade... só isso que consigo sentir...
Ciao, caro amico, va con Dio...per sempre in mio core!

quinta-feira, abril 10, 2008

Estranho.

Com o tempo a gente aprende a ceitar as coisas e aprende que tudo o que tiver de acontecer, vai acontecer, mesmo que não seja na hora que a gente quer. E contigo aprendi inumeras outras coisas que me pareciam impossíveis de sentir, isso já me deixa feliz.

domingo, abril 06, 2008

'Xushi'

Quero mais :/

Acho que estou ficando velha, não tenho mais pique pra pegar balada, nem fiquei pensando em carnabeirão que passou... sexta uma baguncinha com os amigos aqui em casa mesmo, e ontem conseguimos pegar a cozinha do Hashi (no Flat) aberta. Valeu a pena... Kanimaki, Sakemaki e Ebimaki, super bem feitos e o melhor de tudo, num ótimo preço! Recomendo pra quem é de Ribeirão e quer um lugar tranquilo para jantar, o ambiente é super aconchegante. Pra fechar a noite um Tempura de sorvete e calda de chocolate que estava simplesmente divino!! O próximo restaurante japa que quero experimentar é um novo que abriu na José Adolfo Bianco Molina... não lembro agora o nome, mas foi indicação de um amigo. Quem sabe na semana que vem!
Acho que esse meu 'desanimo' é por causa do coração... hahaha, não dei ainda definir o que eu tô sentindo, mas sei que é bom...e me faz ficar sonhando acordada, parecendo uma boba! rs

Chuvinha caindo lá fora, vou aproveitar pra fazer uma hidratação no cabelo e estudar a matéria da semana ;)

Beijooos fiotes, até amanhã!

sexta-feira, abril 04, 2008

E o bicho começa a pegar...



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Desisti de viajar, ia ficar completamente inviável, além do mais tô precisando descansar, recuperar minhas preciosas horas de sono não dormidas e estudar um pouco porque as provas estão começando e agora sim o bicho vai pegar de vez. Vou programar tudo com mais calma pra um fim de semana qualquer porque a saudade da 'terra da garoa' tá demais!
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Hoje prova de ciências políticas, não tinha a matéria no caderno e peguei alguns resumos sobre a Teoria Geral do Estado, mas geeente! Não consigo ler!! Parece que tem sonífero na matéria... é so começar a ler e meu olhos ficam pesados.. rs. Agora a tarde vou pegar firme, até porque tá bem tranquilo no escritório. E depois da prova, galera reúnida pra fazer uma baguncinha.. não sei aonde ainda, mas que vamos é certeza.. ahaha
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Pessoas, bom fim de semana a todos, juízo e muio descanso ;)
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Ahh.. e brigada pelas 511 visitas em 1 mês ^^
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Beijoooos

terça-feira, março 11, 2008

087. Fazer compras em um sex shop

Vou considerar como cumprida essa meta, mesmo não tendo comprado nada para mim. Nunca tinha entrado em um sex-shop na minha vida, mas morria de curiosidade. Como na semana passada foi aniversário da Ju, eu e a Nat tivemos a idéia de dar a ela algum presente de sacanagem e não teria lugar melhor para procurar isso do que o sex-shop... rs
Fomos no sábado, peguei a Natasha no shopping e descemos para o centro em busca de um que estivesse aberto. Achamos em uma das ruas mais movimentadas da cidade, mas na hora nenhuma das duas teve coragem de entrar.. hahaha. Esperavamos todas as pessoas pararem de passar na rua, e nunca paravam... ficamos uns 10 minutos paradas em frente a loja, rindo igual duas tontas. Tomamos coragem e entramos, era um gay que atendia, mas ele não foi muito atencioso e não encontramos o que procuravamos. Saimos de lá e encontramos outra algumas ruas para frente, bem menos agitada, entramos e quem nos atendeu foi uma mulher, muito atenciosa por sinal. Lá ficamos mais a vontade, tinham várias fantasias maravilhosas e super sexys, uma grande variedade de brinquedos e óleos para massagens, tinha até uma forminha de gelo emformato de pênis.. muito engraçada. A Jú adorou o presente, mas faltou a foto dela saboreando o pin..ops o chocolate. rs!

sexta-feira, março 07, 2008

Noite Insana!


Quinta-feira a noite, aniversário da Ju, organizamos uma festinha surpresa para ela. A idéia era sair mais cedo da faculdade e ir para um barzinho onde ficariamos esperando o resto do pessoal chegar, maaaans a dona Juliana resolveu que não iria na faculdade e chamou a gente para comer bolo na casa dela, eu e a Nat não sabiamos o que fazer e acabamos contando pra ela da surpresa... hahah

Comemos bolo e fomos para a cachaçaria, deu pra reunir toda a mulherada, Paulinha, Tatinha, Peitos (rs), Nat, Ju e eu. Uma garrafa de Smirnoff, as três reunidas... só podia dar merda! hauahauhaua

As fotos, na maioria, são impublicáveis. A noite foi foda... fazia muito tempo que eu não me divertia tanto, cheguei a chorar de tanto rir!

- Moço, você vem no Drive-In do Mc a pé? Tem certeza que não quer uma carona??
-'...É muito melhor para nós dois, deixar o tempo andar e se precisar, me procura! Deus é quem vai marcar!!!...'
-Sra. Peitos, vc veiooo!
-Nat coloca essa blusa pelo amor de Deus.. kkk
-Shiuuuuuuu
-Gente.. eu quero comer Xushi!


Só quem tava lá para saber, por isso eu digo que essas meninas fazem a alegria da minha vida, não vivo sem! hahaha
Sempre fui contra a palavra 'causar' por alguns motivos do passado, mas juro que não encontro outra melhor pra descrever a noite de ontem, nós realmente causamos no aniversário da Ju.

Pior foi lembrar que estava sem chave de casa as 3 horas da manhã! hahaha

Bom fim de semana pessoal :)
Beeeeeeijos

quarta-feira, março 05, 2008

Estamos com fome de amor

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega... Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.Nos tornamos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos orkut, o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?

Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é "out", que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabour

terça-feira, março 04, 2008

Saudade dói


Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzbier; se ela continua preferindo Margarita; se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ela continua cantando tão bem; se ela continua detestando o Mc Donald's.
Se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
(Miguel Falabella)


E não sei por qual motivo esse sentimento insiste em querer estar comigo. Tenho sentido saudade até das coisas mais tolas, das conversas mais bestas... e já não sei mais se quero que isso passe. Por sorte (ou não) eu recuperei o meu orgulho e agora vai ser difícil eu dar meu braço a torcer. Sofro, choro, eu passo pelo que for, mas só faço o que julgar certo.

Vamos em frente, Barbara, o que é seu está guardado!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Só amor?!



Estranho, você acha que dizer “eu te amo” muda o curso de uma história, assim, magicamente; acha que isso apaga os momentos sofridos, mantém aquele brilho que a nossa incompetência apaga com tanto “deixa como está pra ver como é que fica”. É uma frase linda, sem dúvida. Boa de ouvir, fácil de dizer, difícil de sentir…. E linda. Encerra e inicia com ela muitas coisas. Porém a vida vai ensinando uma lição importante que, já grandinhos que somos, deveríamos saber. Amor não basta. Amor, às vezes, fica pouco, mas tão pouco, que fica insignificante. Sem falar que é exigente e precisa de uma série de aparatos pra fazer a manutenção. Pra dar certo a dois… Precisa muito mais que amor. Mais que um encontro feliz. Mais que inspiração e bons desejos. Mais que um começo arrebatador. Pra dar certo, meu caro, precisa de tudo e mais um pouco.

Precisa de sedução pra fazer o coração disparar no gatilho daquele olhar. De suavidade e delicadeza pra sondar a alma do outro aos poucos, pra evitar as respostas automáticas e ser sincero sem machucar. Precisa de ternura pra achar bonitinho aquele jeito de mexer no cabelo ou aquele cacuete de arrumar os óculos. E também de gentileza pra puxar a cadeira na lanchonete, ou pra dar uma costuradinha no botão da camisa em uma emergência, sem achar isso um peso. Precisa de mistério, muito mistério, que sem ele tudo perde a graça, mas também de revelações e segredos a dois. E de conexões sobrenaturais, aquelas que fazem um sentir uma pontada no peito quando o outro torce o pé no futebol, ou saber que é hora de ligar mesmo quando não era a hora de sempre, mas era a hora que o outro mais precisava ouvir um alô.


Precisa de cortejo pra oferecer uma flor numa hora inesperada, mesmo depois de tanto tempo juntos, ou pra mandar um e-mail apaixonado sem razão. Admiração pra sentir-se sortudo ao lado daquela pessoa, porque nenhuma outra poderia ser melhor. Cortesia pra dar aquele presente que o outro queria faz tempo, mesmo não sendo aniversário ou data especial. E muito romantismo pra abraçar de repente na saída do cinema, pra beijar na boca molhado atrás da porta escondidinho, e pra olhar as estrelas e a lua encantados e dizer, “eu nasci só pra beijar você aqui, agora”.

Precisa também de lambida nos lábios quando vê aquele decote, de prazer em derrubar aquele chantilly no colo e lamber, de alegria pra brincar com todos os pedaços do corpo do outro. De muito tesão no jeito de andar, de falar, de vestir, de fantasiar, de beijar, de tocar. De muito calor naquele abraço no sofá, naquela passadinha de mão debaixo da mesa do restaurante, naquele sorriso malicioso pelo retrovisor, naquela carícia mais ousada. Precisa de muita paixão nos gestos, atos e palavras.


Precisa, de repente, achar graça de novo no cheiro, e ter vontade de beijar e tudo o mais de mil maneiras diferentes e inesgotáveis; precisa desse desejo renovado a cada dia, sentir aquele frio na barriga ao encontrar, daquela mão correndo perigosamente no corpo do outro enquanto se dirige, aquele tremor ao ouvir sussurrado na orelha “eu te quero”, mesmo quando todo mundo acha que já deu o tempo de deixar de querer. Precisa da paz que se sente depois de uma noite de loucuras, e de saber que só há um lugar onde é possível descansar sossegado depois de tanta respiração acelerada, gritos abafados, apertões e pele na pele: os braços daquela pessoa.

Já cansou? Mas peraí, tem muito mais. Precisa também de amizade, coleguismo, cumplicidade. Precisa dar o ombro quando tem briga com a mãe, desentedimento com o chefe, problemas de saúde com o melhor amigo ou quando o time de futebol cai pra segunda divisão. Precisa entender a chateação do outro, mesmo quando se está exultante de contentamento. Precisa de respeito pra não escancarar maldosamente as fraquezas, e nem tocar o dedo na ferida durante uma briga. Precisa de discordância também, afinal, ela é a maior prova de que um não se anulou por causa do outro. Mas também de compreensão pra olhar de um outro lado, mesmo quando ele é o oposto do seu. Precisa da torcida dos amigos, parentes e conhecidos, e aprender a dividir os problemas a dois com pessoas de confiança, que podem enxergar mais do lado de fora e iluminar os pontos escuros. Fidelidade é desejável, mas, além dela, é preciso muita lealdade pra não enganar, não trapacear, não fingir, ou pelo menos fazer tudo isso o mínimo possível. Precisa de um bocado de sorte, sim, mas o quádruplo desse bocado de esforço pra ser a força do outro e deixar ele ser a sua.

E precisa de um pouco de ciúme pra olhar feio pra uma saia muito curta, pra torcer o nariz pra voz de mulher no telefone, pra abraçar forte quando tem alguém olhando demais; mas tudo sem barraco, que isso não precisa. Precisa também de um pouco de insegurança pra lembrar que nada é pra sempre quando não se trabalha, e muito, pra isso. Precisa do medo que dá de perder aquela criatura quando se olha ela dormir tranquila ao seu lado, ou quando ela demora a ligar depois de uma briga, ou quando pinta aquele olhar de desânimo.

Precisa de sinergia, de objetivos em comum, desde os planos pro final de semana até o número de filhos que se quer ter. Precisa de muita força pra lutar junto, pra sentir a dor do outro, pra colocar a mão na testa quando ele vai vomitar, pra ir lá interceder por ele quando ele já desistiu de tentar. Precisa de uma mão pra apertar nas fases difíceis e aquele monte de frases piegas, mas eficientes, como “estou com você”, e “isso tudo vai passar, calma”. Precisa de muita fé em si mesmo, no que há entre os dois e em algo maior. E também de ambição e espírito de equipe pra trabalhar juntos, e não um contra o outro. E de muita, muita coragem pra enfrentar o que for contra as suas certezas; sim, porque é preciso muitas certezas, sem esquecer de se dar o direito de duvidar.
E é preciso não se ser somente em conjunto, mas sozinho principalmente; ser você mesmo também. E, pro bem dos dois, plantar em você o equilíbrio, o desprendimento, a liberdade, a necessidade de privacidade, e ainda incentivar isso tudo no outro, no que você puder ajudar. Precisa de humildade pra admitir que errou o caminho, abaixar o vidro do carro e perguntar pra alguém pra onde ir; e também pra admitir que falou demais naquela hora, que o outro tinha razão naquele dia, que sente saudade e precisa de uma outra chance, ou que precisa de ajuda quando for fazer aquele trabalho da faculdade. Às vezes, precisa de sacrifício.


Precisa cuidar da beleza, de seduzir sempre, de comprar uma camisola nova ou fazer a barba de um jeito diferente. Precisa de muito, muito perdão, pedir e dar: por ter atrasado tanto, por não ter reparado o corte de cabelo novo, por ter esquecido do aniversário de namoro, por ter sido sarcástico e ferino, por não ter feito o necessário, por ter gozado do pai dele, por ter criticado agressivamente o que ele fez com tanto carinho e esforço. E precisa de superação. Muita.

É… Nada fácil. Mas tem o principal, ainda. Precisa de senso de humor, pra rir de si mesmo e fazer gracinha com a meia furada, o cheirinho esquisito, a estria imensa na barriga, a palavra escrita errada no cartão, a cara amassada ao acordar. Criatividade, pra criar novas formas de paixão, e fazer algo surpreendente e diferente a cada dia, mesmo que seja um jeito de pegar na orelha mais enfático, ou um bilhetinho apaixonado na geladeira ou no bolso do casaco. De altruísmo, e pelo menos algumas vezes pensar no outro primeiro do que em si mesmo, abrindo mão do baralho na casa dos amigos ou do chá de bebê com as amigas só porque o outro precisa ficar juntinho. Precisa de diálogos, falar o que está engasgado, aprender a ouvir sem fugir, e a não deixar de dizer nada, mas não necessariamente dizer gritando ou xingando. Precisa fechar os olhos pra alguns defeitos irremediáveis do outro. E muita paciência pra aturar as manias e esquisitices que todo mundo tem, como a história de conferir mil vezes o troco, ou aquele barulho irritante que o infeliz faz com a boca enquanto cozinha ou dirige. Precisa entender que o tempo seu nem sempre é o tempo do outro, e saber esperar. Precisa de muita afinidade pra curtir aquela música juntos, assistir aquele filme, sonhar juntos com aquela casa na praia, planejar as férias, ir àquele lugar ou tentar ver alguma graça no jogo de futebol na TV. Precisa receber e dar proteção, saber botar no colo e fazer o outro ficar quieto, ouvindo o seu coração. Precisa de muita perseverança pra insistir quando tudo parece dar errado, pra ir atrás, pra pedir “não me deixe”, pra dizer “preciso de você aqui”, pra suplicar “me salve”, e ainda lembrar de fazer tudo isso com dignidade e elegância; e depois disso tudo, insistir mais um pouco e só desistir quando sentir o ponto final calando lá dentro. Precisa intimidade pra olhar nos olhos sem medo, e pra saber qual a cor da cueca que ele mais gosta, ou onde ele tem uma marca que esconde de todo mundo, ou o que ele mais gosta de comer, ou o que ele mais gosta de ouvir. E precisa ceder. Muito. Mas muito mesmo.

E tudo isso com o coração alegre e aberto. E tudo isso sabendo que pode acabar. E tudo isso olhando na mesma direção. E tudo isso em meio ao tédio e essa doença que é a rotina. E tudo isso sem perder a esperança. E tudo isso sabendo que tem muito mais. E tudo isso mesmo quando se está cansado. E tudo isso sabendo que não é fácil e que a maioria fracassa… E tudo isso.

E você vem dizer que basta apenas o amor? Infelizmente, não. O amor não mora só no “eu te amo”. Ele se faz nisso tudo aí e em tudo o mais. E quem ama de verdade não pode deixar por menos… E nem consegue. Um “eu te amo” real traz implícito todos esses momentos, vividos, mas agora passados; por isso que ele é doce na boca de quem diz e apaixonante no ouvido de quem fala. E deve ser por isso que, pela primeira vez, essa frase, tão cheia de beleza, me soou tão vazia de sentido…